Como a tática de “dividir para conquistar” é usada contra os servidores públicos?

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Como a tática de “dividir para conquistar” é usada contra os servidores públicos?

É natural que um país como o Brasil, com uma democracia ainda tão jovem, precise debater mudanças que visam a construção de um futuro melhor para todos. Mas essas correções não podem vir em pacotes que, em conjunto, trazem medidas para fragilizar o serviço público brasileiro.

É isso que está acontecendo com propostas que tramitam no Congresso Nacional, e que são consideradas prioridades para o Governo Federal.

A PEC da Reforma Administrativa (PEC 32/20) por exemplo, prevê o fim da estabilidade do funcionalismo público, algo impensável na maior parte dos países democráticos e mais desenvolvidos, e que têm menores índices de corrupção.

Há outras propostas tão danosas quanto essa, cujas medidas atingem todos os Poderes e a maioria esmagadora dos servidores públicos.

E uma coisa é certa: quanto mais divididos estivermos, mais fácil será para o governo nos impor essas perdas.

 

Dividir para conquistar

O Brasil hoje vive um ataque sistemático e coordenado contra o serviço público. A Reforma Administrativa (PEC 32/20) e a PEC Emergencial (PEC 186/19)são apenas algumas das ações do Governo Federal que vêm lançando o país em uma espiral de insegurança.

Quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, chama os servidores de “parasitas” (fala que já lhe rendeu uma condenação na Justiça) e diz que colocou uma granada no bolso do funcionalismo, ele não estava ofendendo apenas uma parte dosfuncionários públicos – seu objetivo foi jogar a sociedade contra todo o serviço público.

Uma das táticas do atual governo e dos setores que pretendem se apropriar daquilo que é do povo é dividir o país. De forma organizada, ordenada e massiva, aplicaram e continuam aplicando métodos de divisionismo para separar famílias, colegas de trabalho, amigos e até servidores.

Com isso, eles impedem o diálogo, afastam quem deveria lutar junto, e enfraquecem as formas de resistência da sociedade.

Divide et impera, do latim, “dividir para conquistar” é uma estratégia de guerra usada para subjugar os inimigos. O termo foi cunhado pelo imperador romano Júlio Cesar, que explicou como a vitória romana na guerra gaulesa foi fruto de uma política de “dividir” seus inimigos, aliando-se com tribos individuais durante suas disputas com adversários locais.

De certa forma, é a mesma tática usada pelo governo e por seus apoiadores nos tempos atuais, mas que já vinha de antes.

Esse divisionismo foi plantado antes mesmo das eleições de 2018. A mídia corporativa, os setores radicais e extremistas, diversos partidos políticos e “influencers” do ódio (que depois foram eleitos com táticas que incluíam xingamento a servidores) são financiados por setores econômicos que tem como único interesse dividir a sociedade para conquistar (ou se apossar) aquilo que é público, visando apenas o próprio lucro.

 

Unir para vencer

Como os membros do próprio governo já reafirmaram, estão em guerra contra o funcionalismo público.

Mas é uma batalha que vai ferir também a população.

Ao mirarnaqueles que são responsáveis pela garantia de políticas públicas que beneficiam o conjunto da sociedade, o governo acerta as pessoas que dependem dos serviços públicos para ter uma vida mais digna ou mesmo para ter acesso aos próprios direitos e à Justiça.

A verdade é que em um momento histórico no qual servidores e suas representações estão sob constante ameaças, as diferenças entre as pessoas não podem ser maiores do que a defesa do serviço público.

 

 

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