Dividir para conquistar: uma estratégia para levar nossa categoria à ruína

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Dividir para conquistar: uma estratégia para levar nossa categoria à ruína

Na história da humanidade, praticamente todo povo, reino e nação que se dividiu foi destruído.

Aliás, a estratégia de “dividir para conquistar” (divide et impera, no latim) ficou famosa com o imperador romano Júlio César (100 a.C. – 44 a.C) durante suas conquistas territoriais, mas permanece atual: garante-se a vitória sobre um determinado grupo a partir de sua fragmentação e enfraquecimento.

A tática transcorreu séculos e ganhou outros espaços e novos formatos. Saiu dos campos de guerra e ganhou as ruas, as mídias, as redes sociais, os locais de trabalho.

É uma tática tão perversa que, se não tomarmos cuidado, irá afetar também os servidores do Judiciário da União e do Ministério Público da União (MPU), colocando em risco as lutas pela manutenção de direitos e pelo fortalecimento da nossa categoria.

 

Como tentam nos dividir?

Há várias formas de aplicar essa estratégia: semear a inimizade e a desconfiança, manipular as relações para fazer com que as pessoas abram mãos de seus direitos, criar e estimular segmentações para nos enfraquecer, dentre tantas outras.

Com o uso de argumentos que, muitas vezes, apelam para um moralismo rasteiro, histérico ou paranoico, plantam a semente da discórdia. A semente do mal.

Isso não é novidade.

Houve um tempo em que milhares de servidores do Judiciário da União e do MPU lutavam praticamente isolados em todo o Brasil, sem força suficiente para vencer as adversidades e obter novas conquistas.

Foi quando nos unimos e fundamos a Fenajufe, em 1992, que tudo mudou: não apenas conquistamos melhores condições de trabalho, como também consolidamos nosso papel enquanto intermediadores do acesso da população à Justiça.

Muitas vezes, essa semente do divisionismo é semeada dentro da nossa própria categoria. Ela não pode prosperar porque se isso ocorrer, voltaremos ao patamar de 30 anos atrás: mais enfraquecidos, isolados e sem perspectiva de avanços.

 

E como estamos hoje?

Nos últimos tempos, todo o funcionalismo público tem sofrido ataques ferrenhos que vão desde xingamentos, ofensas, perseguições, mentiras e distorções.

Quando parte dos governos e das elites, o objetivo geralmente é o mesmo: retirar de direitos.

Apesar de quase sempre tentarem nos carimbar como inimigos, seguimos trabalhando para que o país não sucumba às crises que vem enfrentando nas mais diversas áreas.

A Fenajufe tem batalhado diariamente contra projetos que colocam em risco nossa própria existência. Mesmo assim, setores se articulam com o propósito de provocar conflitos e nos enfraquecer.

Mesmo diante de tantos desafios, a distorção da realidade é tão grande a ponto de servidores perderem a percepção da realidade, deixando de se reconhecer como funcionários públicos.

Essa é uma faceta perversa das articulações do ódio: manipular até os trabalhadores para que não consigam enxergar os ataques (mesmo que sejam evidentes) e aceitem, passivos, a retirada de seus próprios direitos.

Também há tentativas de plantar a semente da discórdia dentro da nossa própria base. Quem faz isso, aplica a mesma estratégia daqueles que estão de fora e que tentam nos destruir.  Mentiras e distorções são suas armas. No final, esses dois projetos (dentro e fora) se encontram, e o resultado de ambos pode ser trágico para nossa categoria.

 

Sem rachaduras, somos uma fortaleza!

Há quase 30 anos a Fenajufe está ao lado de todos os servidores do Judiciário da União e do MPU, em todas as lutas. Porque, apesar de nossas diferenças, só alcançamos nossas vitórias porque trabalhamos unidos.

Agora é hora de resistir, porque nosso futuro e de todo o serviço público está em jogo.

Não perca o foco, servidor: juntos, resistiremos. Divididos, cairemos. Siga firme com a Fenajufe: nossa força é do tamanho da nossa união!

 

 

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