Neste Infográfico interativo desmentimos o mito da máquina pública inchada

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Neste Infográfico interativo desmentimos o mito da máquina pública inchada

Como servidores públicos, já ouvimos declarações do tipo:

“O Brasil tem servidores em excesso”.

Ou ainda: “A máquina pública está inchada”.

Como servidores públicos, sabemos que nada disso é verdade.

Tudo isso não passa de mentira.

 

Acompanhe!

 

Onde as mentiras nascem

As declarações contra os servidores públicos nascem nos setores da sociedade que não se preocupam com as desigualdades enfrentadas em nosso país.

Para eles, as pessoas deveriam pagar para ter acesso à dignidade, qualidade de vida e direitos fundamentais (como Justiça, Saúde, Educação, Segurança etc.).

Contudo, essa não é a realidade da maioria dos brasileiros, e é por isso que a Constituição Federal estabeleceu os serviços públicos como forma de reduzir essas diferenças – especialmente para quem vive em situação de pobreza.

Logo, quando mentiras são espalhadas sobre os servidores e os serviços públicos, não é somente contra nós que estão falando: elas tentam aniquilar os direitos do povo.

E, aqui, é importante observar que a velha imprensa brasileira tem uma participação profunda na divulgação dessas narrativas, já que seus anunciantes e patrocinadores são parte dos setores que buscam o fim dos serviços públicos para que possam lucrar sobre as necessidades dos brasileiros.

 

E a máquina pública: está inchada ou não?

Não, a máquina pública não está inchada. Pelo contrário: o país carece de mais servidores públicos para que as demandas sociais sejam satisfatoriamente atendidas.

Isso é facilmente identificado quando comparamos o Brasil aos países considerados mais desenvolvidos: por lá, quanto mais servidores, maior é a qualidade de vida da população.

No gráfico abaixo, veja a relação entre o percentual de servidores públicos e o total de trabalhadores nos países integrantes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE):

 

 

A OCDE é uma organização que reúne os 37 países entre os mais ricos do mundo, responsáveis por 62% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Repare quais são aqueles com mais servidores públicos: Noruega (30%), Suécia (29%), Dinamarca (28%), e por aí vai. Ou seja, justamente os que sempre aparecem na velha mídia como “os melhores lugares para se viver”, “as nações mais felizes do mundo”, “os países com maior bem-estar social” etc.

Veja que a média da OCDE entre o percentual de servidores e o total de trabalhadores é 18%. Mas, nesses países, a proporção de servidores é muito maior que a média.

Outro dado impactante é que até mesmo países com tradição mais liberal, como os Estados Unidos, têm mais servidores do que o Brasil: lá, eles são 15% dos trabalhadores, enquanto aqui somos 12%.

Aliás, embora os Estados Unidos sejam apontados como exemplo de “Estado mínimo”, eles possuem mais de 35 mil estatais, porque reconhecem que elas beneficiam a população.

Ainda sobre o estudo da OCDE, é importante frisar que o Brasil não faz parte do fórum. Mas, nós o acrescentamos ao gráfico para ajudar na comparação com os outros países. Além disso, Austrália, Chile, Islândia e Nova Zelândia não constam no gráfico porque não havia dados sobre eles no estudo.

 

Mas, será mesmo que quanto mais servidores públicos, maior é a qualidade de vida da população?

Sim, há relação entre os dois pontos!

Veja, no painel abaixo, o posicionamento de alguns países quanto ao Índice de Desenvolvimento Humano (IDH):

O IDH é uma medida comparativa que ajuda a qualificar os países de acordo com o seu grau de “desenvolvimento humano” – ou seja, qualidade de vida.

A relação entre o número de servidores públicos e o bem-estar social em cada país está no fato de que esses profissionais são altamente qualificados e prestam atendimentos especializados em serviços que contribuem para o bem-estar de toda a sociedade.

Consequentemente, todos os países que estão acima da média da OCDE (18%) em proporção de servidores públicos possuem excelentes colocações no IDH global.

Já o Brasil, apesar dos avanços entre 2003 e 2016, ainda está muito distante da realidade daqueles países: ocupamos o 84º lugar no ranking (de um total de 189 países). E despencamos cinco posições em 2020.

 

O que todos esses dados nos revelam?

  1. Países desenvolvidos têm mais servidores públicos;
  2. Com isso, mais pessoas são atendidas e a prestação de serviços é mais ágil e eficaz;
  3. Consequentemente, mais bem-estar social é gerado, e isso impacta diretamente na qualidade de vida do povo e eleva o IDH nacional.

Mas, não é tudo: os serviços recebem mais investimentos dos governos, são melhor estruturados, e os funcionários públicos têm salários mais elevados que os do Brasil.

Outra diferença entre nós e eles é que os governos e os povos desses países tratam os servidores com mais respeito, e o Estado tem maior presença na economia e na sociedade, gerando empregos para uma boa parcela da população que não é absorvida pela iniciativa privada.

 

A realidade brasileira

Até aqui você viu que somente 12% dos trabalhadores brasileiros estão no serviço público, e que o baixo percentual dificulta a aceleração do desenvolvimento social no país.

Diferentemente das mentiras que espalham sobre “máquina pública inchada” (que não existe), o Brasil precisa, com urgência, ampliar o quadro de servidores públicos, sob o risco de colapsar em diversas áreas.

Segundo estudos, somente para repor todos os servidores concursados que se aposentaram ou faleceram nos últimos anos seriam necessárias 200 mil admissões.

O cidadão brasileiro percebe isso quando precisa agendar um procedimento hospitalar e esperar por meses, ou quando seu processo na Justiça demora para caminhar. Também sente quando falta vaga na escola pública perto de sua residência, quando falta água encanada e esgoto em casa.

Contudo, 2020 teve o menor número de ingressos estatutários ao Governo Federal dos últimos 20 anos: apenas 6,7 mil contratações (49,8% menos do que em 2019).

Além disso, um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revelou que a quantidade de servidores públicos no país expandiu em ritmo muito semelhante à parcela de trabalhadores da iniciativa privada, sendo a ampla maioria nos municípios e em áreas essenciais (Educação e Saúde, por exemplo).

E em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), não houve acréscimo de servidores. O patamar é o mesmo de 20 anos atrás.

Ou seja, não há inchaço da máquina pública por aqui, e muito menos explosão de concursos públicos e servidores.

 

O que devemos fazer

Como servidor público, você já sabe a importância e o valor do nosso trabalho para o desenvolvimento do país e para que a população tenha acesso a seus direitos mais básicos.

Com os estudos que apresentamos aqui, você viu que há uma relação direta entre o número de servidores e a geração de qualidade de vida, seja qual for o país.

Porém, no Brasil, há setores tentando destruir a máquina pública para que possam lucrar sobre as necessidades do povo.

Além de espalhar mentiras sobre nós, eles pretendem acelerar o processo por meio da Reforma Administrativa – Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 32/2020.

Se ela passar, nós perderemos nossas carreiras e nossos direitos, e a população também será prejudicada.

Para combater essas ameaças, precisamos nos unir: com a pressão da nossa categoria, a força da nossa unidade e uma atuação conjunta ao lado da sociedade, podemos barrar a PEC 32/2020 e continuar protegendo a Constituição Federal e o povo brasileiro.

Juntos, somos uma fortaleza contra as mentiras que tentam nos derrubar e os projetos que buscam nos dizimar.

Por isso, compartilhe essas informações, não perca o foco e siga firme com a Fenajufe: nossa força é do tamanho da nossa união!

 

 

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