Por que existem preconceitos contra servidores públicos?

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Por que existem preconceitos contra servidores públicos?

Muitos brasileiros estão sendo influenciados a travar uma guerra contra servidores públicos, e sequer sabem de onde surgiu esse preconceito.

Com isso, acabem sendo usados para que certos grupos, que não estão interessados no bem da população, mantenham seus próprios privilégios.

Acompanhe as próximas linhas e entenda de onde vem o preconceito contra servidores públicos – e porque ele é uma das ferramentas de destruição preferidas das elites brasileiras (social, financeira, política e econômica).

 

A semente do mal

Já adianto: o preconceito é plantado por aqueles que detêm o poder econômico, e por quem trabalha para eles, como a velha mídia e certos agrupamentos extremistas que se sobressaíram nos últimos anos.

O objetivo desses grupos é se apropriar dos serviços públicos para lucrar sobre eles, seja por meio das terceirizações ou pelas privatizações. Se possível, querem fazer a população pagar mais pelo acesso aos próprios direitos.

A tática das elites é enganar o povo, convencendo as pessoas de que os servidores são culpados pelos problemas do país, e que o único jeito de resolver a situação seria colocando os serviços públicos sob gestão da iniciativa privada, seja pelas terceirizações como pelas privatizações.

Aí os espaços de debate se transforam em um verdadeiro vale-tudo: mentem sobre produtividade, sobre supersalários (que são reservados a uma parcela muito pequena), “penduricalhos” (que também são para poucos), privilégios (que não existem) e até sobre a função da estabilidade.

 

E como isso é feito?

Os meios são os mais diversos, e envolvem diferentes setores do país:

  • Sucateando áreas como Educação, Saúde, transporte, saneamento e tantas outras, a fim de fazer o povo acreditar que esses serviços serão melhores na gestão privada;
  • Patrocinando campanhas exaustivas de difamação contra o funcionalismo;
  • Jogando a opinião pública contra os servidores, chamando-os de “parasitas” e dizendo que são privilegiados, como fez o ministro da Economia, Paulo Guedes e outros membros do Governo Federal;
  • Aprovando projetos nas diferentes esferas do Poder Legislativo (Congresso Nacional, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais) para retirar direitos dos servidores e, da mesma forma, esvaziar os serviços públicos;
  • Reproduzindo discursos de ódio contra o funcionalismo em variados setores da mídia tradicional, “martelando” aspectos negativos na atuação de seus trabalhadores.
  • Patrocinando agrupamentos radicais, páginas de fake news, organizando mentiras a partir do “gabinete do ódio” (inclusive, com recursos públicos) e criando centenas de milhares de bots (robôs) de internet nas redes sociais para compartilhar essas mentiras.

Com esses e muitos outros meios, as elites tentam modificar a opinião pública em busca de apoio à ideia de transferir recursos públicos à iniciativa privada, visando apenas o lucro, sem qualquer compromisso com o povo. Geralmente isso acontece reduzindo os direitos da população.

 

O preconceito faz mal

Para começar, servidores concursados não são privilegiados.

Antes da Constituição Federal de 1988, seus cargos eram ocupados principalmente por indicados políticos, e nem sempre levavam em conta a qualificação profissional para a área.

A Constituição determinou a obrigatoriedade dos concursos para a construção de carreira no serviço público. Os cargos passaram a ser ocupados por trabalhadores especializados e que estão em constante aperfeiçoamento. Além disso, concursos não levam em consideração convicções filosóficas, religiosas ou políticas, e nem graus de parentesco ou amizade.

Mas para que consigam trabalhar com equilíbrio e voltados aos interesses da sociedade, servidores precisam da estabilidade no emprego, porque isso só é possível se estiverem protegidos contra a pressão política de governantes e outros tipos de perseguições.

A estabilidade dos servidores é uma garantia para o povo de que o padrão de atendimento não será rebaixado a cada troca de governo (imagine se a cada troca de governo o espaço público fosse ocupado por apadrinhados sem conhecimento da função).

Além disso, a estabilidade e também uma das principais ferramentas contra a corrupção, já que servidores podem denunciar desvios de comportamentos sem ameaçados de demissão).

Além disso, servidores públicos:

  • Contribuem muito mais com a Previdência – e, para a maioria, ela não acaba com a chegada da aposentadoria;
  • Têm seus direitos constantemente ameaçados – o que excepcionalmente ocorre com trabalhadores da iniciativa privada;
  • Não têm direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS);
  • Não possuem reajustes salariais anuais (há categorias estão há quase 10 sem reposição inflacionária).

 

Defender o que é bom para o povo

Servidores públicos trabalham para atender as necessidades da sociedade, sobretudo das camadas mais vulneráveis ou socialmente fragilizadas.

Sem eles, o abismo social que afeta os brasileiros seria muito maior.

Essa é a mensagem que precisa ser espalhada. Defender os servidores públicos é defender um Brasil com menos desigualdades sociais. Pense nisso. Pratique isso!

 

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